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Ilustração Científica

Ilustração Científica – a ciência ilustrada
Apresentando Margaret Mee

ilustração científica ainda é uma profissão pouco divulgada, mas desperta a curiosidade de muitos ilustradores de outras áreas. Muitas são verdadeiras obras de arte, dignas das galerias dos museus mais famosos. A ilustração tem sido um poderoso aliado no desenvolvimento da humanidade, como parte integrante do desenvolvimento das ciências, tornando-se essencial na compreensão de textos técnicos e científicos. A ilustração científica é utilizada em livros didáticos, jornais, revistas, periódicos em geral e em material publicitário de empresas que atuam no meio científico e acadêmico. Também é usada em meio magnético e audiovisual em palestras e aulas. Nos museus há um crescente uso de ilustrações como material de suporte à exposição, mas está sempre atrelada a uma área da ciência.

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Mais do que mostrar as imagens reais, a ilustração científica cuida de ressaltar detalhes de forma a torná-los visíveis aos nossos olhos ou mais facilmente compreensíveis, podendo ser bem simples, até mesmo esquemática, ou muito elaborada, retratando detalhes em imagens realistas ou hiper-realistas. O advento da fotografia e outros instrumentos tecnológicos, como a computação gráfica, ao contrário do que se pode imaginar, não substituiu o trabalho do ilustrador, apenas acrescentou mais ferramentas das quais pode lançar mão na elaboração de uma ilustração.

Devido ao rigor técnico exigido, muitos profissionais costumam se especializar em uma das modalidades de ilustração científica. Embora os modelos biológicos e ambientais (medicina, odontologia; entomologia, botânica, zoologia, biologia em geral; paleontologia, arqueologia, entre outras) sejam mais comumente representados, a ilustração científica pode englobar diversas profissões ligadas ao desenvolvimento tecnológico, como físicaquímicaeletrônica, etc.

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A formação de um bom profissional em ilustração científica é um processo lento e depende tanto da prática quanto de estudos rotineiros. Aqui não basta ter “talento” ou “dom”. Além de gostar de desenhar, é bom que o ilustrador científico também goste de ciências, pois para fazer uma ilustração científica é necessário ser tão metódico e observador quanto um cientista, analisar atentamente o objeto a ser retratado, elaborar esboços evidenciando formas e proporções em ângulos e cortes variados, fazer registro de suas texturas, volume e características e finalmente fazer a arte final.

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Ao longo da história da humanidade, muitos ilustradores dedicaram sua vida no registro das maravilhas da natureza e das ciências. Muitos se envolveram com movimentos de proteção à natureza ou para o desenvolvimento das ciências. Um deles foi a ilustradora botânica Margaret Mee (1909 – 1988). Britânica de nascimento, ela mudou-se com o marido para São Paulo em 1952 para cuidar da irmã doente. Logo se apaixonou pela beleza da Mata Atlântica e não demorou muito para descobrir a exuberância da Floresta Amazônica, para onde fez quinze expedições. Muitas de suas viagens foram feitas em um pequeno barco, acompanhada apenas por guias locais e mais um ou dois amigos. Viveu com os índios na floresta durante essas estadias, enfrentou inúmeras dificuldades, tais como o cansaço, surtos de malária e hepatite, cheias e outros acidentes. Essas dificuldades, e tantas outras como enxames de insetos, contato com anacondas gigantes e ataques noturnos de morcegos, são outros exemplos das dificuldades que ultrapassou. Chamou a atenção da comunidade científica registrando espécimes já considerados extintos e descobrindo novos. Inicialmente seus desenhos apresentavam a planta isolada em fundo limpo, mas, preocupada com a devastação da floresta, passou a desenhar os espécimes em seu habitat, sem o qual não sobrevivem. Em sua última expedição, em Maio de 1988, registrou o desabrochar da flor da lua, uma espécie rara de cactos, Selenicereus witti (Cactaceae), cujas flores brancas abrem unicamente numa noite de lua cheia no ano. Desse episódio temos um documentário de Malu De Martino, “Margaret Mee e a Flor da Lua” que estreou em abril de 2013.

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Margaret Mee vendeu sua coleção à Companhia inglesa Trust com a condição de que seus trabalhos jamais retornariam ao Brasil e que criariam bolsas de estudo para novos artistas e biólogos para poderem continuar a estudar a Amazônia. Em 1989 foi criada a Fundação Botânica Margaret Mee, com o objetivo de apoiar a novos artistas e biólogos.

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Iriam Gomes Starling
Médica Cirurgiã Geral é também graduada em Belas Artes. Trabalha profissionalmente com ilustração médica desde 1985. O primeiro livro ilustrado foi Obstetrícia, do prof. Mário Correa, 1988. Hoje possui milhares de ilustrações publicadas em livros didáticos e periódicos.
Obras mais recentemente ilustradas:
• Corpo Humano – órgãos sistemas e funcionamento – Dr. Rafael Zorzi, ed. Senac;
• Enfermagem Cirúrgica – Mercilda Bartmann, ed.: Senac Nacional;
• Parasitas e vírus gastrointestinais – Mauro Batista de Morais, ed. DOC;
• Cascata de coagulação – Pacheco Junior e José Márcio da Cunha, ed. DOC.
• Página: istarilustracao.com

Fontes e imagens: 2012.festivaldorio.com.brdeanzuelo.wordpress.comporter-design.comamazonia.no.sapo.ptplanetasustentavel.abril.com.bryoutube.com

Leia mais: http://www.duniverso.com.br/ilustracao-cientifica-a-ciencia-ilustrada-apresentando-margaret-mee/#ixzz2jDCWLSVG

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